Novas regulamentações de certificação digital e fiscalizações esperadas para 2026 — o que seu escritório de contabilidade precisa saber
- Fábio Campelo
- 22 de dez. de 2025
- 3 min de leitura

Se 2025 já foi um ano de ajustes, 2026 tende a ser o ano em que as novas regulamentações de certificação digital começam a valer de verdade, especialmente em dois pontos que afetam diretamente escritórios contábeis:
Modernização da certificação digital pela ICP-Brasil
Integrações fiscais ligadas à Reforma Tributária (IBS e CBS)
Ou seja: mais digitalização, mais rastreio, mais validação automática — e mais fiscalização em cima de inconsistência.
Para o contador, isso significa uma coisa simples: quem se adapta antes trabalha com paz; quem deixa para depois, paga com urgência.
1. O que mudou (e continua mudando) na ICP-Brasil
A ICP-Brasil vem implementando alterações estruturais desde 2024, com reforço em 2025 e consolidação a partir de 2026, como:
extinção/atualização de modelos antigos
maior uso de certificados em nuvem
validação biométrica avançada
ampliação do atendimento remoto por videoconferência
critérios técnicos mais rígidos para Autoridades de Registro
Impacto no contador:
certificados antigos podem deixar de ser aceitos em alguns fluxos;
clientes precisarão migrar para modelos compatíveis;
escritórios terão que reforçar processos de validação e armazenamento seguro.
Se o contador não acompanha isso, pode perder prazos simplesmente porque o certificado do cliente já não conversa com o sistema.
2. Receita Federal reforçando uso correto e aplicando regulamentações de certificação digital
A RFB já reforçou orientações e obrigatoriedade do certificado digital para pessoas jurídicas em grande parte das obrigações, com revisão constante de cadeias de certificação e critérios de aceitação.
Além disso, regras específicas vêm sendo ajustadas para obrigações acessórias. Um exemplo recente e importante é a EFD-Reinf, que passou por atualização sobre formatos e uso do certificado válido na transmissão.
Na prática, o risco é claro: não é só ter certificado: é ter o certificado certo, válido, ativo e configurado corretamente.
3. Reforma Tributária: IBS e CBS viram obrigação prática em 2026
Um dos marcos mais importantes para escritórios em 2026 é a entrada oficial dos campos de IBS e CBS na NF-e:
O que isso muda no escritório:
maior atenção na emissão fiscal dos clientes;
auditorias digitais mais rápidas;
cruzamento automático de dados entre ERP, NF-e e declarações.
Ou seja: errar campo fiscal vai ficar mais caro e mais visível.
4. A tendência de fiscalização digital automatizada
Com maior automação do governo (e dos próprios ERPs), fiscalizações em 2026 serão mais baseadas em:
inconsistência entre escriturações digitais;
falhas de autenticação (certificados vencidos ou incorretos);
informações divergentes em NF-e, SPED, eSocial, Reinf e DCTFWeb.
A lógica é simples: sistemas “detectam” antes mesmo de alguém olhar manualmente.
Por isso, controle de certificado e compliance digital vira prevenção de multa.
5. Como seu escritório deve se preparar já em dezembro
Aqui vai um caminho direto para não ser pego de surpresa:
✅ Checklist de certificados
quem vence no 1º semestre de 2026?
qual modelo o cliente usa?
está compatível com as regras novas?
✅ Automatize alertas de renovação Dezembro é ideal para ajustar isso.
✅ Revise sistemas fiscais dos clientes Verifique se o ERP já está preparado para IBS/CBS.
✅ Eduque clientes antes do problema aparecer Cliente prevenido não vira urgência no seu colo.
Conclusão
2026 vai exigir contabilidade digital de verdade: processos automáticos, certificados atualizados e conformidade impecável.
As mudanças da ICP-Brasil e a Reforma Tributária não são opcionais. Elas já têm data e fiscalização virá junto. O contador que se antecipa vira referência. O que espera, vira bombeiro.
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